Você sabe quando surgiu o hábito de tomar uma boa cerveja em Curitiba? Não? Pois beba que lá vem a história de alguns dos bares e botecos mais tradicionais da cidade.
Os primeiros registros de cervejas fabricadas em Curitiba datam de 1858. Seus fabricantes eram imigrantes cervejeiros alemães, italianos, suecos e austríacos, que começaram a chegar mais ou menos nessa época aqui na cidade. As cervejas eram vendidas em dúzias de garrafas e o preço era definido pelos próprios fabricantes. Em abril de 1891, por exemplo, a dúzia de cerveja simples custava 4.500 réis (o preço médio de uma diária de trabalho era de 2 mil réis — só para fazer um comparativo!).
Essas e outras histórias das primeiras cervejarias de Curitiba foram pesquisadas e publicadas no livro “Cervejarias de Curitiba”, de autoria dos pesquisadores Victor Graciotto e José Humberto Boguszewski. São eles quem melhor explicam a relação antiga de Curitiba com uma boa cerveja:
Hoje, Curitiba é um dos principais centros produtores de cerveja artesanal do país, com número expressivo de microcervejarias e marcas premiadas, no Brasil e no exterior. Nossa cultura cervejeira tem mais de 150 anos. Um hábito de beber e de fazer cerveja construído ao longo de gerações (...). (p. 11)
Cabe a todos nós, portanto, conhecermos e preservarmos essa tradição cervejeira de Curitiba!
Por isso, a seguir preparamos uma lista de bares e botecos com detalhes sobre suas histórias e memórias que valem a pena serem compartilhadas.
Dos bares em atividade de Curitiba, este é, possivelmente, o mais antigo e também o mais famoso, sobretudo por aqueles que frequentavam a madrugada curitibana.
Situado na Rua Saldanha Marinho, o Armazém Califórina é um dos mais tradicionais restaurantes árabes de Curitiba.
Inaugurado em 2013, no Largo da Ordem, o Quintal do Monge tem história que remete às primeiras cervejarias de Curitiba.
Aberto em 1979 pela família Strobel (de origem alemã), o Bar do Alemão se distingue pelo famoso submarino e pelas receitas germânicas.
Aqui você encontra um ambiente que mistura arte com história: a decoração faz referência aos circos de Curitiba e parte da estrutura do bar tem mais de 100 anos.
Um dos melhores bolinhos de carne e, talvez, a melhor carne de onça da cidade, tudo isso num ambiente que remonta às antigas casas dos colonos europeus.
Há 100 anos na noite curitibana, o Bar Triângulo (ou O Cachorro, para os íntimos), se destaca pelo cachorro-quente e pelo bom chopp.
Vizinho do Triângulo e igualmente famoso. Serve um ótimo sanduíche de pernil com verde e é reduto tradicional da boemia.
Mais antigo ainda do que o Bar Palácio. Reconhecido pelos pratos típicos, como os testículos de boi, pela cerveja bem gelada e pelas celebridades que o frequentam.
Há pouco no cenário curitibano, o Hornero Café expressa a cultura portenha com receitas tradicionalmente preparadas.
Bem ao lado da Igreja do Rosário, eles estão localizados em um local historicamente privilegiado.
Inaugurado em 2018, o Porks da Rua Trajano Reis faz parte do que chamamos de Trajano Hells, ou rota dos botecos.
Um dos poucos que atravessam a noite curitibana, o Empata com Birita se notabiliza por promover a cultura.
Donos de alguns dos melhores petiscos de Curitiba, muito bem servidos e com excelente atendimento, bem no coração de Curitiba.
Inaugurado em 2018, o Dungeons é reconhecido na cidade por valorizar a cultura nerd e uma boa cerveja.
Recém inaugurado com este nome, o Bar Pinhão ressurge para manter a já antiga tradição boemia do Pudim.
Estes bares vizinhos dão uma cara cervejeira à região que foi, por muitos anos, estrada dos colonos.
Lançado em 2022, em capa dura e papel couché, o livro nos revela o processo de formação da tradição cervejeira em Curitiba no século XIX.